Na medicina: inovação com magnésio biodegradável em implantes


Já imaginou trocar os próprios ossos por ossos de liga leve? Certamente, isso teria adeptos buscando ter mais força ou a perda de peso.

Mas, na verdade, as pessoas que recebem implantes e pinos sabem bem dos inconvenientes dessas inovações metálicas (contando com as dores nas mudanças de estação e ficar travado na porta dos bancos, por exemplo).

Para mudar isso, Pil-Ryung Cha e seus colegas do Instituto de Ciência e Tecnologia da Coreia (KIST), desenvolveram algo muito inovador (para os implantes médicos, mas não para os candidatos a biônicos).

A equipe desenvolveu uma liga de magnésio biodegradável e bioabsorvível.

O material funciona da seguinte forma: é absorvido pelo corpo em cerca de 6 meses a 2 dois anos, dependendo das dimensões do implante. O objetivo de uso da liga biodegradável é para utilização no tratamento de fraturas, dispensando cirurgias adicionais para retirada de parafusos e suportes.

Testes clínicos em pacientes estão em andamento na Universidade Ajou, também na Coreia do Sul. Os pesquisadores já fabricaram vários tipos de implantes, que se mostraram mecanicamente adequados para suportar as cargas necessárias até que os ossos se recomponham.

"O coração da tecnologia está na combinação de potenciais entre a matriz estrutural do metal e os agentes secundários na estrutura da matriz, de forma a superar a limitação fundamental dos materiais metálicos, que é a rápida degradação", segundo os pesquisadores. Concluem eles: "podem ser desenvolvidos novos materiais inovadores, como ligas metálicas com segundos e terceiros elementos adicionais, mantendo a natureza eletroquímica do metal puro,".

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