Quais são os desafios da educação tecnológica no Brasil?


O professor brasileiro Marcio de Andrade Batista foi o representante do Brasil no Global Teacher Prize, considerado o Prêmio Nobel da Educação. Ele esteve entre os 50 finalistas. A vencedora foi Hanan Al Hroub, que cresceu no campo de refugiados Dheisheh, em Bethlehem, cidade da Palestina, ao sul de Jerusalém.

O professor brasileiro foi selecionado entre milhares de candidatos de 148 países. Nesta edição do prêmio, somente 29 nações estão entre as finalistas. E marcou a primeira participação do Brasil no evento. Batista é engenheiro químico e professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Sua orientação em projetos sugeridos pelos próprios estudantes, de ensino médio em escolas públicas, foi o que lhe rendeu a indicação ao Prêmio. A maior motivação do professor Batista é incentivar o interesse dos alunos pela ciência, ainda na escola, uma alternativa saudável e que pode direcioná-los muito melhor para o futuro ligado à inovação e tecnologia. Em 2013, o professor Batista, deu início a uma nova pesquisa nos grupos de inovação da Ciser, que resultou no lançamento do Parafuso Correia Elevadora com Ponta Piloto, especialmente aplicado ao segmento agrícola.

Segundo o professor, que esteve presente na última edição do Prêmio Ciser de Inovação Tecnológica “A proposta da Ciser em termos de educação técnica via o prêmio é uma iniciativa sui generis. Levar e valorizar as propostas de inovação no ensino médio é uma coisa única, rompe paradigmas educacionais de décadas. ”.

Porém, a participação do professor Batista nos leva a pensar também sobre os desafios da educação no Brasil, uma vez que mesmo em meio à precariedade e o baixo investimento educacional, prejudicam o desenvolvimento dos alunos e docentes.

Com relação a isso, as inciativas do professor Batista nos explicitam três formam docentes de fazer a diferença:

Buscar qualificação

Ser um professor é desafiador, pois diariamente há a responsabilidade de compartilhar conhecimento e incentivar que os alunos sejam pró eficientes. No entanto, buscar conhecimento é uma prática docente constante, pois com qualificação é que pode-se preparar melhor os discentes.

Estar em sintonia com a realidade socioambiental da comunidade

Utilizar recursos locais como base criativa implica no conhecimento do contexto no qual o aluno e professor podem desenvolver projetos. Portanto, faz-se tão necessário entender o contexto socioambiental da escola e da comunidade nela inserida.

Incentivar a associação à vida prática

Mesmo com a precariedade das escolas brasileiras e o pouco incentivo governamental, buscar solucionar problemas locais possibilita que grandes feitos sejam concluídos em prol da comunidade, ou seja, os projetos deixam de ser inalcançáveis e passam a contribui para o desenvolvimento local e à vida prática da comunidade.

Voltar